Temporal que caiu sobre Buenos Aires e a região

Chuvas deixam lixo nas ruas e assustam moradores de Buenos Aires

Os habitantes da capital foram tomados de surpresa em pleno feriado. No dia 2 de abril, comemorou-se o dia dos caídos na Guerra das Malvinas. Foi o último dia de um longo feriado, iniciado com a Semana Santa, e muita gente esteve fora da cidade por praticamente uma semana.

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Em seu retorno, o encontro com o caos. Em Belgrano, onde os moradores pedem reformas à prefeitura há tempos, ruas alagadas e carros boiando. Em bairros como Villa Crespo, Almagro, Boedo, Villa Martelli e zonas do "conurbano", não há luz desde então.

A tragédia tomou conta das conversas na cidade. Nas mesas de bar, amigos mostram fotos de celular de como viveram o encontro com o desastre. Ontem, numa despedida em Palermo, três conhecidos trocavam registros de como haviam ficado as suas ruas, em regiões distintas da cidade.

Em vários pontos da cidade escutava-se o barulho de gente batendo panelas. Não se trata de um "panelaço" orquestrado, mas sim reflexos isolados de moradores e pequenos grupos, reunidos pelas esquinas.

As zonas mais turísticas da cidade não foram atingidas pelas chuvas. Recoleta, Puerto Madero e San Telmo não registraram incidentes maiores.

Enquanto isso, as redes sociais refletem a politização da discussão. Fotos do prefeito, Mauricio Macri, com dizeres insultantes, ou da presidente Cristina Kirchner, sua adversária política, culpando-a pela tragédia.

A cidade começa a voltar ao normal nesta quinta-feira. Em algumas avenidas centrais, como Córdoba e Santa Fe, há semáforos que não funcionam, mas o trânsito já é normal.

Os portenhos, porém, estão ressabiados, e assustados com a situação calamitosa na vizinha La Plata. Na quarta (3), a caminho do show do Pearl Jam na Costanera, era possível ver várias pessoas usando abrigos e guarda-chuvas, esperando outro fim catastrófico para a noite. Por sorte, a calamidade não se repetiu.

 

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